quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Faça o bem você também

Por Leandro Carneiro
Ser voluntário não é, apenas, ajudar os outros por livre espontânea vontade. Um voluntário hoje pode trazer alegria para crianças carentes, companhia para idosos abandonados, sorriso para os doentes. Muito mais que isso. Uma pessoa que ajuda as outras sem beneficio algum com um único pensamento, o de melhorar a vida de alguém. Ajudar o próximo sem querer tirar lucro disso.

Para a ONU, “o voluntário é o jovem ou adulto que, devido a seu interesse pessoal e seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividade, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos...”.

Em um mundo que ninguém tem tempo, devem ser destacadas as pessoas que doam um pouquinho de seu dia para fazer uma ação cidadã. Doar um pouco de felicidade, carinho e amor para quem precisa. Dar a uma pessoa carente o que lhe é necessário. Ficar feliz fazendo o próximo feliz, ao saber que o pouco que você doou para ele foi o suficiente para agradar alguém que precisava.

Para ser um voluntário basta você ter disposição para fazer pessoas sorrirem e crescerem na vida. A ajuda não precisa ser dada em dinheiro, o mais importante de ser voluntário é você fazer o bem de coração. Após uma ajuda voluntária, ninguém tem dúvida que o prazer de ver um sorriso vale mais que qualquer dinheiro.

Ser voluntário é ajudar a viver

Por Daniele Caldeira

O Centro de Valorização da Vida, mais conhecido como CVV, é uma entidade sem fins lucrativos e seu principal objetivo é a prevenção de suicídios. As pessoas voluntárias prestam apoio às que necessitam, normalmente solitárias, sem vontade de viver e com problemas emocionais.

Existem 57 postos do CVV no Brasil todo e atendem ligações 24 horas por dia. São aproximadamente 2500 voluntários que colaboram. Costuma-se dizer que os atendentes não são profissionais, como psicólogos, professores ou médicos, são apenas voluntários. E para poder fazer parte basta ter 18 anos e ter 4 horas semanais disponíveis para ajudar.

Para as pessoas se comunicarem e terem apoio dos voluntários, podem enviar correspondências, comparecer pessoalmente ou ligar para os postos.

O Centro de Valorização da Vida faz também outras atividades beneficentes, como no Hospital Francisca Júlia, que há a colaboração para doentes mentais sem recursos.

A colaboração não é complicada e não exige muito. Ouvir desabafos é algo que todos podem fazer. Basta escutar atentamente aos problemas e sentimentos das pessoas e ajudá-las a sair da solidão, que normalmente é o problema que mais existe.

Foto:
http://www.terra.com.br/planetanaweb/flash/reconectando/agrandeteia/suicidio.htm
Informações sobre o CVV:
http://www.cvv.com.br/

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Comida Italiana com sabor de solidariedade

Por Danilo Lavieri Ribeiro

Acabou, nesse último fim de semana, a Festa de Nossa Senhora Achiropita. Quem pensa que o trabalho está terminado, está muito enganado. São cerca de 950 voluntários que trabalham, antes, durante e depois do tradicional evento italiano, que acontece na Bela Vista, na Rua 13 de Maio, durante o mês de agosto.

Lembrancinhas, salgados e doces, todos italianos, são vendidos na festa que reúne cerca de 6 mil pessoas por dia. Toda a renda é revertida para trabalhos sociais que são amparados pela Igreja.

Em entrevista feita com os voluntários Miguel Lavieri Neto e Magda Campione Lavieri, envolvidos desde 1974 no projeto, descobri que o dinheiro mantém as obras sociais da Igreja. São elas: A Creche Mãe Achiropita, que ajuda cerca de 180 crianças de 0 a 6 anos; O Centro Educacional Dom Orione, que atende 450 crianças e adolescentes, dando a eles uma vida digna; O Espaço Social Achiropita, que recolhe moradores de rua; e o Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos, cujo nome é auto-explicativo.

Além disto, a Casa Dom Orione ajuda cerca de 80 idosos, que recebem carinho e atenção. Sem contar os serviços de todos os tipos, desde psicológicos até odontológicos, que são prestados a estas instituições.

Atitudes como esta são essenciais para o bem estar geral da sociedade, mas são apenas o começo para uma vida melhor para todos, dos que ajudam e, principalmente, dos que são ajudados.

Parabéns pela 81ª festa da Nossa Senhora Achiropita!!

Informações: http://www.achiropita.org.br/ e telefone 31052789

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Ajudar o próximo é aproximar-se de Deus

Por Everson Garcia

Facilmente podemos notar a influência que a fé ou a busca espiritual tem sobre a decisão que leva muitas pessoas trabalharem voluntariamente.

Quer de modo indireto, simplesmente por entender que servir ao próximo é aproximar-se de Deus, quer de forma direta na participação de ações sociais que levam o nome de sua instituição. Assim, muitos católicos, evangélicos, espíritas, umbandas, candomblés e outros grupos de menor expressão (mas não menor esforço e dedicação em suas atividades) permeiam o Brasil com diferentes crenças, mas com um objetivo comum: a solidariedade.

Dentre os vários exemplos que poderíamos citar, destacamos três: O primeiro, trata-se do “Projeto Axé” que, embora tenha sido criado pelo italiano Cesare de Florio La Rocca, caminha hoje graças à colaboração voluntária dos adeptos do candomblé junto às crianças de Salvador – BA.

Outra referência em filantropia no Brasil são as “Casas André Luiz” que cuidam de crianças órfãs e abandonadas. A obra é mantida e administrada por um grupo de espíritas que prestam serviços espontaneamente.

Um terceiro exemplo é a “Pastoral da Criança”. Projeto idealizado pela Dra. Zilda Arns Neumann, possui quase 150 mil voluntários católicos que lutam para erradicar a desnutrição infantil no Brasil.

Fotos:
www.terranuova.info
www.fazendatamandua.com.br

domingo, 2 de setembro de 2007

...e viveram felizes para sempre!

Por Júlia Rodrigues

“Era uma vez...” Essa é, talvez, a frase mais esperada por muitas crianças e adolescentes que estão em hospitais públicos. A presença dos Contadores de História nos leitos hospitalares, além de levar alegria, ajuda na recuperação dos pacientes.

A Associação Viva e Deixe Viver existe há dez anos e conta com a participação de mais de 760 voluntários que dedicam cerca de 1 hora semanal às crianças e adolescentes encontradas nos hospitais em sete estados brasileiros e nos Estados Unidos. Toda semana os voluntários alegram o dia dos pacientes com muitas fadas, princesas, heróis e bandidos. Além de contar histórias, os integrantes do Viva e Deixe Viver, promovem festas com peças de teatros, esculturas de bexigas e gincanas para as crianças carentes.

A Contadora de História Maria Gorete, 45, diz que entrar para a associação foi uma das melhores coisas que já fez. “Troquei meus calmantes pelo sorriso daquelas crianças". Ser um voluntário do Viva e Deixe Viver não é fácil. O processo de seleção dura cerca de um ano, e conta com a avaliação de psicólogos, psiquiatras, profissionais de recursos humanos e pedagogos, tudo isso para garantir que o trabalho seja feito com qualidade.

Quem tiver interesse em participar, basta acessar o site
www.vivaedeixeviver.org.br e saber mais sobre as diversas formas de ajudar.

Doe sua vida: seja um voluntário

Por Paula Ramos

Nos últimos anos, o número de homens, jovens e empresários, que aderiram ao trabalho voluntário, aumentou bastante. É o caso da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente). “Hoje diferentemente do que acontecia há alguns anos, cerca de 30% dos 1 700 voluntários que fazem parte da associação são homens e a maioria executivos de grandes empresas”, comenta o presidente da AACD, Eduardo de Almeida Carneiro, contestando a idéia de que o voluntário é geralmente uma pessoa sem atividade fixa, que procura algo para ocupar o tempo.

Há ainda quem dedique muitos anos de sua vida, doando seu tempo e trabalho, aos mais necessitados sem receber nada em troca. Maria Lisa e Lisa, de 74 anos, voluntária no Hospital Ipiranga há 20 anos, é um desses exemplos de solidariedade. A aposentada durante toda a vida se preocupou com o outro e não se arrepende. “Deus nós dá tudo, por isso temos que dar também um pouco do nosso trabalho aos que precisam”. Ela ressalta ainda que a recompensa pode vir de várias maneiras, desde uma lágrima a um sorriso de seus pacientes. “Por tudo que faço, Deus me protege descaradamente”, conclui em tom de brincadeira.





Foto cedida pela AACD

sábado, 1 de setembro de 2007

Mais um motivo para ser voluntário


Por Natascha Ariceto

Você sabia que o trabalho voluntário pode ajudar a conseguir um emprego?
A acirrada disputa para entrar no mercado de trabalho torna os processos seletivos de admissão cada vez mais detalhistas, buscando diferenciais nos candidatos. Aliado a demais qualificações o voluntário ganha destaque e tem maiores possibilidades de ascensão nas empresas.

Funcionários voluntários são mais pacientes e trabalham melhor em grupo. Também estão sempre a disposição para solucionar problemas e colocar opiniões em benefício do todo. Assim, são amplamente cogitados para cargos de chefia e gerência, com grandes deveres e responsabilidades. Para quem ainda não trabalha, mas participa de projetos sociais, deve incluir o dado no currículo. Uma matéria divulgada no site do Grupo Foco de recursos humanos de Campinas, SP, traz dicas de primeiro emprego e cita o voluntariado como informação adicional necessaria.

Não apenas para incrementar o currículo, ser voluntario é uma experiência pela qual todas as pessoas deveriam passar. O crescimento pessoal e até profissional a partir do trabalho modela nossa visão individualista em relação a sociedade. Desenvolver habilidades em grupo e ajudar o proximo é responsabilidade social, que cabe a todos nós.

Grupo Foco - recursos humanos: