quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Um incentivo à vida

Por Daniele Caldeira

“Não é alguém que faz ou diz o que os portadores do HIV/AIDS precisam ou têm que fazer. São os próprios soropositivos que participam e tomam as decisões de suas vidas." Esse é a marca do GIV, Grupo de Incentivo à Vida, uma entidade que ajuda as pessoas com sorologia positiva ao HIV e que tem como principal objetivo propiciar melhor qualidade de vida, tanto no âmbito social como da saúde física e mental, a toda pessoa portadora do HIV/AIDS.

O grupo desenvolve-se através do trabalho voluntário. Os primeiros voluntários eram os próprios soropositivos que se dividiam na organização. Com o crescimento da entidade, voluntários sem HIV foram fazendo parte. Hoje, o grupo de voluntários não é identificado pela sorologia, mas pelo comprometimento que há com a instituição. Existe um quadro de voluntários com compromisso e solidariedade, que manifestam na prática cotidiana o melhor que os seres humanos podem oferecer aos outros e à vida.

Ajudar o grupo não é complicado e não exige muito esforço. As pessoas fazer doações de alimentos não perecíveis, produtos de limpeza, cartuchos vazios de toner ou qualquer tipo de objeto que esteja em perfeito estado de uso. O GIV encontra-se na Rua Capitão Cavalcanti, 145, Vila Mariana, São Paulo.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Banco Solidário

Por Danilo Lavieri Ribeiro

Ser voluntário é responder a um impulso humano básico: ajudar, colaborar, compartilhar com o próximo. Compaixão e solidariedade são sentimentos que estão dentro de cada um de nós, além de serem virtudes de um belo cidadão.

Preocupar-se com o próximo, é preocupar-se com o bem estar social de uma comunidade em geral. Ajudar é essencial, pelos benefícios que traz para o próprio voluntário, para as pessoas com quem o voluntário se relaciona, para a comunidade e a sociedade como um todo, é que o voluntariado merece ser valorizado, apoiado, divulgado e fortalecido.

Neste campo, atua o Itaú Voluntário. No site oficial da campanha, textos explicam o que é ser voluntário, como ser voluntário, o que esperar de um voluntário e seus benefícios. Além disso, conta com entrevistas de voluntários e mostra projetos de pessoas que atuam nessa área.

Dia 5 de dezembro, é o dia internacional do Voluntário. A data ainda está longe, mas a necessidade de sua ação está perto, do seu lado, agora. Mexa-se e seja mais um voluntário que colabora para um futuro melhor no Brasil.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Somente pela satisfação de ajudar

Por Everson Garcia

Deivid William Pires, hoje com 22 anos, descobriu em 2005 que poderia ajudar a comunidade da Vila Helena em Sorocaba sendo professor voluntário na escola Francisco Camargo César nos finais de semana.

JV: Quando e como você começou a ser voluntário?
Deivid: Comecei em 2005 como professor de exatas, depois passei a ser professor de ensino técnico. Na época estava fazendo o cursinho na escola para prestar vestibular e surgiu a oportunidade de dar aula, gostei da idéia, me interessei e me propus a ser voluntário.

JV: Como que é organizado o projeto da escola?
Deivid: Tem sempre um educador formado na coordenação, ele é responsável por elaborar um plano anual. O projeto é uma idealização pública do governo municipal e não tem nenhum apoio privado.

JV: Há alguma remuneração para quem trabalha no projeto?
Deivid: Os voluntários não ganham nada, Os Universitário ganham bolsa integral e alguns educadores recebem ajuda de custo.

JV: Qual o objetivo principal do projeto?
Deivid: Integrar a comunidade em um local na qual possam ter lazer com várias atividades e também formar os jovens por meio de alguns projetos profissionalizantes.

JV: Para você o que é ser voluntário?
Deivid: Voluntário é uma pessoa que dispõe de um talento e o oferece para a comunidade sem ter interrese próprio, somente a satisfação de se doar. O que guardo comigo dos trabalhos voluntários que realizo é a satisfação de ser útil a alguém que precisa. Quando você ajuda as pessoas, Você sente uma alegria diferente.

domingo, 30 de setembro de 2007

Festa da Solidariedade

Por Júlia Rodrigues

A associação “Viva e Deixe Viver” juntamente com a Capelania do Hospital Emílio Ribas organizou ontem uma festa do “Dia das Crianças” para as crianças que estão em tratamento no hospital.

Durante a festa as crianças podiam enfeitar o cabelo, pintar o rosto e pegar esculturas feitas com bexiga. Uma das barracas de mais sucesso da festa foi a da “Fotografia”. Os voluntários tiraram fotos da última festa (Festa da Páscoa) e deixaram as fotografias à mostra, a criança que conseguisse se achar em alguma foto ganhava esta como presente. O evento contou também com um sarau, onde diversos voluntários contaram suas histórias e garantiram o sorriso da criançada. Uma palestra sobre reciclagem alertou os participantes sobre a importância da reciclagem dos alimentos.

A associação e a Capelania do hospital promovem três festas durante o ano: Festa da Páscoa, Dia das Crianças e Natal. Todas acontecem nas dependências do Hospital Emílio Ribas. Quem tiver interesse em ajudar pode pegar mais informações no site: www.vivaedeixeviver.org.br

Amigos da Escola


O Amigos da Escola, projeto criado pela Rede Globo, é uns dos programas de trabalho voluntário mais conhecido do Brasil, seja pela forte divulgação ou pela eficiência. Seu objetivo é contribuir com o fortalecimento da escola pública de educação básica por meio do trabalho voluntário e da ação solidária. Milhares de crianças são beneficiadas por esse programa todos os anos.

O que me chama a atenção é a dimensão que ele atinge a facilidade com que as pessoas se filiam ao projeto. Uma das respostas que encontro deve-se ao fato dele ser da Rede Globo, o maior canal de TV do Brasil e que exerce um poder de influência enorme na população. Sem falar da divulgação do Amigos da Escola, é fácil se interessar por algo que está constantemente na mídia como uma coisa positiva.

Gostaria que assim como o Amigos da Escola diversos outros grupos de trabalho voluntário tivesse a oportunidade de fazer sua divulgação gratuita na Rede Globo, pois assim a emissora estaria ajudando indiretamente milhares de necessitados.


Para saber mais do Amigos da Escola clique aqui http://www.amigosdaescola.com.br/

sábado, 29 de setembro de 2007

Trabalho com criança é coisa séria


Por Natascha Ariceto

Fundada em 1950, a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) conta com voluntários em diversas áreas de sua equipe. O objetivo principal é o tratamento, atendimento, educação e reabilitação de crianças e adolescentes com deficiência física, procurando reintegrá-los a sociedade.

Em muitos anos de existência o trabalho voluntário na empresa cresceu. E com tanta evolução, em 2000, o grupo da AACD recebeu o prêmio da Kanitz Associados por estar entre as dez equipes com maior numero de “ajudantes” no Brasil. Atualmente, somam-se cerca de 1.500 voluntários entre as unidades de São Paulo, Recife, Porto Alegre e Minas Gerais.

Em seu site encontramos a descrição e pré-requisitos para ingressar no trabalho com as crianças. O mais importante é que fica bem claro que o voluntariado não estabelece vínculo empregatício e não é uma coisa boba. Uma vez integrado ao grupo, através de uma dinâmica de seleção, o “escolhido” passa por um curso de formação do trabalho voluntário e, em seguida, por um treinamento no setor que vai ajudar.

Se você acha que está apto e preenche as características acima, pode fazer o seu cadastro e aguardar a disponibilidade de vaga.

Foto:
http://www.teleton.org.br/fundopro_aacd/images/logo_aacd.gif

“O voluntariado contribuiu para minha escolha vocacional”

Por Vinícius Souto

Everson Garcia no alto de seus 29 anos tem a vida marcada por ações voluntárias. Começou aos 16 em Sorocaba. Nos fins de semana, ia até o Asilo São Vicente de Paulo colaborar com atividades de animação para os idosos. O Jovens Unidos em Deus, grupo do qual fazia parte, tocava músicas e organizava jogos.

Outra ação que marcou foi em Curitiba, 2001. Visitava um hospital infantil com muitas crianças que sofriam de câncer. Além de brincar e divertir as crianças, buscava atrair pessoas dispostas a doar sangue. Everson doou em duas oportunidades, mas, pelo fato de passar mal, não é adepto freqüente da prática, limita-se a incentivar “os que passam bem”.

Num dado momento da entrevista, um sorriso espontâneo estampou-lhe o rosto. Lembrava da Casa da Acolhida, próxima à Paróquia Santa Gema no Jardim Ana Maria, Santo André. Mendigos passavam por lá, a fim de tomar banho, almoçar e conseguir informações sobre como obter documentos. Ou seja, buscavam assistência que certamente não encontravam nas ruas. A função de Everson, era a de “ouvidor”: ouvia histórias e desabafos dos carentes. Ele diz que era engraçada a contradição dos depoimentos. “Um dia ele era casado, no outro, viúvo”.

Explica, ainda, que essa situação se dava pelo fato de serem sempre anônimos. A vida não permite identidade. Muitos deles diziam, ao contrário do que muitos imaginam, que optam por aquela conjuntura por ser uma “vida de liberdade”.

Everson ao refletir sobre sua trajetória solidária, conclui: “o voluntariado contribuiu para minha escolha vocacional”. Ele é frei da Ordem dos Franciscanos.